Usar ou não usar? Saiba se adesivos para espinha funcionam

Descubra se os adesivos para espinha realmente cumprem o que prometem

Mulher utilizando produtos para limpeza de pele

Quem nunca acordou com uma acne no meio do rosto em dia de compromissos importantes? Nessas horas, o incômodo pode ser significativo e soluções disponíveis nas farmácias prometem amenizá-lo da melhor forma possível. Exemplo disso são os chamados adesivos para espinha.

Mas até onde essas promessas se sustentam? Para esclarecer essa dúvida, vale a pena entender melhor como esses recursos funcionam, qual a composição de cada um e em que circunstâncias eles fazem ou não sentido para lidar com essa alteração dermatológica tão comum.

O que é e como funcionam os adesivos para espinha

Esse item é um curativo de formato arredondado, pronto para ser colocado sobre a pele, no local onde a acne inflamada aparece. Eles também podem ser utilizados em episódios pontuais de foliculite (a inflamação de folículos por onde nascem os pelos).

Na prática, o adesivo para espinha não é apenas um pedaço de material para cobrir a lesão indesejada. Ele geralmente traz em sua composição princípios ativos voltados especificamente para conter o processo inflamatório que causa vermelhidão, inchaço e dor localizada. Sua aquisição é livre (ou seja, não depende de uma receita médica).

Entre os compostos mais utilizados para esse fim estão ácidos tópicos (como o ácido salicílico ou ácido mandélico) ou antibióticos, também de aplicação tópica (como a gentamicina ou peróxido de benzoíla).

Além disso, a formulação do revestimento cria um ambiente mais adequado à cicatrização da alteração à medida que vai absorvendo os líquidos que se acumulam na área. Tal mecanismo é similar àquele aplicado em curativos hospitalares.

Cada fabricante costuma ter o seu modo de uso, que deve estar descrito na embalagem, sendo fundamental seguir essas recomendações. No geral, elas indicam que o adesivo deve ser aplicado sobre a pele limpa, cobrindo a área afetada.

Depois disso, ele deve ser mantido sobre a superfície um período entre 6 e 12 horas, sendo removido na sequência. Se for necessário, é possível substituir o item por um novo até a recuperação estar completa.

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Quando os adesivos para espinha são realmente eficazes

De modo geral, os adesivos para espinha são recomendados apenas em situações pontuais, quando há expectativa de resultado satisfatório.

Isso não significa que não haja pontos positivos nesses produtos: eles são práticos, fáceis de usar e quase não oferecem riscos, então podem funcionar bem num cenário de emergência, em que a acne aparece de forma esporádica. Além disso, os benefícios alcançados com esses utensílios são:

  • tratamento intensivo e localizado, principalmente para emergências;
  • controle da oleosidade;
  • proteção contra contato externo (inclusive das próprias mãos e unhas), o que pode expor a espinha a microrganismos e piorar a inflamação;
  • evitar que se esprema a acne, o que gera cicatrizes muitas vezes irreversíveis;
  • absorção de secreções eliminadas pela lesão;
  • discrição, por conta do tamanho reduzido e da cor dos curativos;
  • princípios ativos que podem colaborar na redução da aparência desagradável;
  • utilização durante o sono, o que evita a fricção da área com os lençóis e travesseiros;
  • aplicação em diferentes partes do corpo, como o tórax e as costas.;
  • proteção da localidade afetada contra a ação do sol, cuja radiação também pode piorar o aspecto da pele;
  • uso concomitante de maquiagem, em algumas versões.

Alguns pontos podem variar conforme o produto escolhido, por isso, antes de aplicar o adesivo, é essencial estar atento também a eventuais contraindicações. A maioria delas reside em qualquer hipersensibilidade conhecida aos componentes do curativo.

Além disso, é importante ainda acompanhar continuamente a evolução da lesão e remover o item diante de qualquer sinal de irritação.

Por que eles não são indicados para todos os casos de acne

Para acnes localizadas, que surgem quando menos se espera, os adesivos podem ser uma alternativa interessante. No entanto, não funcionam como um tratamento eficaz para o quadro geral, sobretudo quando a condição é crônica.

Por isso, a visita ao dermatologista é sempre a melhor solução para quem convive com acnes que comprometem o bem-estar físico e psicológico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, esse tipo de condição deve ser tratada o mais precocemente possível e nunca deve ser encarada como algo comum em algumas fases da vida.

Nesse sentido, o especialista consegue avaliar com cuidado os processos do organismo que estão favorecendo a alteração sobre a pele e, a partir disso, indicar qual a melhor solução para a questão.

O tratamento adequado pode combinar a aplicação de medicamentos sobre a pele, a orientação personalizada sobre como cuidar da superfície no dia a dia e até mesmo a prescrição de medicamentos orais.

Eles atuam de modo sistêmico sobre as causas da acne e geralmente oferecem bons resultados se utilizados corretamente, diferentemente de métodos de caráter apenas paliativo, como os adesivos para espinha.

Aqui no blog você também confere um conteúdo com todos os detalhes de como funciona o tratamento completo contra a acne.

Dra. Carla Bortoloto
Dra. Carla Bortoloto
Médica dermatologista, CRM-SP 122.883, formada pela UNIG (RJ). Especializou-se em Clínica Médica e Medicina Interna pela Casa de Saúde São José (RJ) e em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Faculdade de Medicina Souza Marques (RJ). É membro da American Academy of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínica e Cirúrgica (SBDCC).

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