Transpiração excessiva: como tratar a hiperidrose

Cinco terapias que ajudam a controlar a transpiração excessiva

Mulher sentada suando

A transpiração, por mais incômoda que seja, é uma resposta natural e saudável do organismo às altas temperaturas. Porém, quando a transpiração excessiva aparece mesmo sem calor, exercício físico ou outro estímulo evidente, pode ser sinal de hiperidrose.

Além do desconforto, o problema pode interferir na rotina, no trabalho e nas relações sociais. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) explica que a hiperidrose pode atingir axilas, mãos, pés, rosto, cabeça e virilha, e comprometer a qualidade de vida.

Quando a transpiração excessiva pode ser hiperidrose?

A diferença está na frequência, na intensidade e no contexto em que o suor aparece. Na hiperidrose, a produção pode ocorrer mesmo em repouso.

A condição pode ser primária focal, geralmente iniciada na infância ou na adolescência e concentrada em determinadas regiões, ou secundária, quando está relacionada a doenças ou ao uso de medicamentos. Segundo a SBD, a forma secundária também pode provocar suor durante o sono, o que merece investigação médica.

Por isso, antes de escolher um tratamento, é importante entender a causa e quais áreas são afetadas.

Quais tratamentos podem ajudar a controlar a transpiração excessiva?

Há opções desde produtos tópicos até procedimentos médicos. A escolha depende da intensidade dos sintomas, da região afetada, da resposta a tratamentos anteriores e das condições de saúde de cada pessoa.

Além disso, as diretrizes clínicas da International Hyperhidrosis Society mostram que diferentes áreas do corpo podem exigir abordagens específicas e uma sequência diferente de tratamentos.

Por isso, a consulta com um dermatologista ajuda a identificar a causa da transpiração excessiva e definir a abordagem mais adequada para cada caso.

1. Antitranspirantes com sais de alumínio

Costumam ser uma das primeiras opções nos casos leves ou moderados. Fórmulas com maior concentração de sais de alumínio, principalmente cloreto de alumínio, reduzem temporariamente a produção ou a liberação de suor pelas glândulas.

Podem ser usados em axilas, mãos e pés, conforme orientação médica. Irritação e ardor podem ocorrer, principalmente sobre pele úmida ou sensibilizada.

2. Iontoforese

É mais utilizada para tratar a transpiração excessiva nas mãos e nos pés. Durante o tratamento, a região é colocada em contato com água enquanto uma corrente elétrica de baixa intensidade passa pelo local, reduzindo temporariamente a atividade das glândulas sudoríparas.

A SBD informa que as sessões costumam durar de 10 a 20 minutos e precisam ser repetidas. Depois da fase inicial, a frequência pode ser ajustada conforme a resposta.

3. Toxina botulínica tipo A

A toxina botulínica bloqueia temporariamente os sinais nervosos que estimulam a produção de suor. Pode ser aplicada principalmente nas axilas e, em casos selecionados, nas mãos, pés ou outras regiões.

O efeito é temporário e a necessidade de novas aplicações varia. Embora o tratamento possa reduzir bastante a sudorese, a aplicação pode causar desconforto, especialmente nas mãos e nos pés.

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4. Medicamentos

Em alguns casos, medicamentos anticolinérgicos são considerados para reduzir a estimulação das glândulas sudoríparas. Quando o suor piora com ansiedade ou estresse, consideram-se, por exemplo, betabloqueadores ou benzodiazepínicos.

Esses medicamentos exigem prescrição e acompanhamento, pois podem causar efeitos adversos, como boca seca, tontura, alterações urinárias, visão turva e constipação.

5. Cirurgia para hiperidrose

A cirurgia fica reservada aos casos graves ou que não respondem a outras terapias. A simpatectomia torácica endoscópica interrompe parte dos sinais nervosos relacionados à produção de suor e pode ser considerada principalmente em quadros selecionados de hiperidrose palmar.

Um dos principais riscos é a sudorese compensatória, ou seja, quando outras áreas do corpo passam a suar mais. Em casos de hiperidrose axilar, também é possível realizar procedimentos locais sobre as glândulas sudoríparas.

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Qual é o melhor tratamento para hiperidrose?

Não existe uma opção única para todos os casos. Por isso, a avaliação dermatológica é fundamental para definir o melhor tratamento, principalmente quando o suor surge de forma intensa, repentina, generalizada ou durante o sono.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) reforça que a hiperidrose pode ter grande impacto na vida pessoal e profissional. Buscar avaliação adequada ajuda a escolher uma abordagem proporcional ao problema e a evitar tratamentos desnecessários.

Com diagnóstico correto e acompanhamento, é possível reduzir o impacto da transpiração excessiva na rotina e recuperar conforto em situações antes difíceis de controlar.

Antes de ir, aproveite e acesse o blog Dra. Carla Bortoloto e confira outras dicas de saúde, autocuidado e beleza.

Dra. Carla Bortoloto

Dra. Carla Bortoloto

Médica dermatologista, CRM-SP 122.883, formada pela UNIG (RJ). Especializou-se em Clínica Médica e Medicina Interna pela Casa de Saúde São José (RJ) e em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Faculdade de Medicina Souza Marques (RJ). É membro da American Academy of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínica e Cirúrgica (SBDCC).

2 Comments

  1. […] Evitar roupas justas ou que dificultam a evaporação do suor. […]

  2. […] de hiperidrose — trata-se da transpiração excessiva nas axilas, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Nesse caso, atoxina botulínica age […]

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