
Quem já procurou um dermatologista deve ter ouvido falar que os meses mais frios do ano são os melhores para fazer uma série de procedimentos. Dessa forma, não é novidade que fazer um peeling no inverno pode trazer muitas vantagens ao longo de todo o processo.
Mas quer saber efetivamente o que está por trás dessa recomendação? Neste conteúdo, você vai entender melhor o que essa técnica faz sobre a pele e o que o clima pode ter a ver com a recuperação e os resultados obtidos.
Como o peeling age sobre a pele
Esse não é um tema novo, mas sempre vale a pena repassar alguns pontos dessa técnica relativamente frequente nas clínicas e consultórios dermatológicos.
Na prática, o objetivo é remover camadas danificadas ou mortas da pele para, a partir disso, estimular a regeneração do tecido. A intensidade dessa intervenção varia caso a caso, mas pode ir de algo superficial até alternativas que alcancem áreas mais profundas.
Para atingi-las, são utilizados diversos mecanismos. Alguns dos mais comuns envolvem meios químicos, físicos, enzimáticos ou equipamentos a laser, cada um com propriedades específicas.
A abordagem é indicada diante de diversos quadros, geralmente oferecendo os melhores resultados para:
- redução de manchas e cicatrizes;
- combate à acne;
- amenização de linhas de expressão e rugas;
- melhoria na textura;
- controle da oleosidade;
- fechamento de poros.
Independentemente do método escolhido e dos seus objetivos, a supervisão do dermatologista é indispensável para alinhar expectativas e evitar riscos desnecessários.
Saiba mais: Os 3 principais tipos de peeling utilizados em tratamentos de pele
Vale ressaltar que quem tem alguma infecção de pele ativa, condição dermatológica crônica ou comprometimento imunossupressor (ou seja, que reduz a ação do sistema imune) não deve se submeter a peelings químicos.
Por que a recomendação do peeling no inverno faz sentido
O motivo da estação mais fria do ano ser aquela considerada ideal para o peeling está na forma como os raios solares podem interferir na recuperação, como indica a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Deve-se sempre considerar que, por mais superficial que ele seja, o processo de renovação promovido pelo peeling depende de uma descamação controlada da superfície.
Com isso, ela fica mais sensível e até mesmo mais exposta a queimaduras solares, que eventualmente se transformam em novas manchas ou imperfeições.
Mas é justamente no inverno que os raios ultravioleta provenientes do Sol estão em patamares inferiores. Isso não significa que eles deixam de existir, mas a sua intensidade certamente é menor do que no verão. Além disso, os dias mais curtos e o uso de roupas mais longas reduzem a exposição a essa fonte de luz.
Por fim, optar pelo inverno permite que o corpo tenha tempo de alcançar o resultado desejado até o verão — e o melhor: sem abrir mão dos dias ensolarados.
Cuidados para evitar surpresas depois de um peeling
Mesmo sendo feito no inverno, a principal recomendação após um peeling (sobretudo os químicos) não muda: é necessário se proteger do Sol e redobrar o cuidado com a aplicação do protetor solar.
Lembrando que o fator de proteção solar deve ser compatível com o tom da pele, por isso, na dúvida, o dermatologista responsável pelo tratamento deve orientar sobre a melhor opção.
Manter uma boa hidratação também costuma ser uma indicação, mas sempre evitando qualquer tipo de substância capaz de incomodar a pele sensibilizada.
O tempo que essas precauções devem ser seguidas varia de alguns dias – para renovações superficiais – até algumas semanas naquelas capazes de atingir camadas mais profundas da pele.
Como complemento, o médico pode explicar também estratégias e cuidados sobre o que evitar, além das melhores maneiras de lidar com queixas envolvendo a vermelhidão ou qualquer outro incômodo aparente até que a recuperação esteja completa.
Seja como for, o profissional adequado é essencial para esclarecer todos os riscos do procedimento, assim como delimitar possíveis contraindicações.
Tal supervisão qualificada assegura que o recurso não será utilizado inadequadamente, já que isso coloca sob risco a integridade física do paciente, como destaca a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Considerando todos esses pontos, é possível aproveitar os benefícios do peeling no inverno sem grandes complicações e garantir uma pele bonita o ano todo.
Aproveite e confira agora quais são os procedimentos estéticos mais procurados e as indicações para cada um deles.




